Uso de ônibus como barricadas mais que dobra no Rio, apesar de protocolo para evitar prática

  • 19/03/2026
(Foto: Reprodução)
Uso de ônibus como barricadas mais que dobra no Rio, apesar de protocolo para evitar prática O uso de ônibus como barricadas por criminosos tem se tornado cada vez mais frequente no Rio de Janeiro, mesmo após a criação de um protocolo para tentar evitar esse tipo de ação durante operações policiais. Só na operação desta semana, sete veículos foram atravessados em vias como forma de retaliação. Levantamento mostra que o número de casos mais que dobrou de um ano para o outro: passou de 119 registros em 2024 para 254 em 2025. Considerando apenas os três primeiros meses, foram 30 ônibus usados como barricadas em 2024, 40 no ano passado e, em 2026, mesmo antes do fim de março, já são 39 ocorrências. Casos recentes mostram a repetição da estratégia. Na última segunda-feira, cinco ônibus tiveram as chaves retiradas e foram atravessados para bloquear o trânsito na região da Praça Seca, na Zona Oeste. Em agosto do ano passado, 12 coletivos foram usados como barricadas na Ilha do Governador, e um deles chegou a ser incendiado. Nesta quarta (18), ônibus foram usados como barricadas no Rio Comprido, na Zona Norte, após ação policial no Morro dos Prazeres. Pelo menos um foi incendiado. Após a sequência de ataques registrada em 2025, autoridades anunciaram medidas para tentar conter a prática. Representantes da Polícia Militar e do sindicato Rio Ônibus se reuniram e criaram um grupo de trabalho para discutir soluções e aumentar a segurança de passageiros e motoristas. Na ocasião, o então secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, afirmou que o objetivo era fazer um diagnóstico do problema e melhorar a atuação operacional e de inteligência. Já o diretor de comunicação do Rio Ônibus, Paulo Valente, disse que o setor colocaria seus recursos à disposição para ajudar nas ações preventivas. Uma semana depois, a Polícia Militar anunciou um protocolo que previa a comunicação prévia das operações ao Rio Ônibus, para que o sindicato pudesse avaliar riscos, reorganizar linhas e informar a população. Apesar disso, o problema persiste. O RJ2 questionou o Rio Ônibus se o protocolo foi aplicado na operação realizada no Morro dos Prazeres, mas não houve resposta. A Polícia Militar também foi procurada e não se manifestou até a última atualização desta reportagem. O RJ2 questionou o RioÔnibus se o protocolo acordado no ano passado foi acionado hoje — ou seja, se o sindicato recebeu da Polícia Militar a informação sobre a operação no Morro dos Prazeres. No entanto, o RioÔnibus não respondeu. Também perguntamos à Polícia Militar se o RioÔnibus foi informado sobre a operação de hoje e como funciona atualmente o protocolo nessas situações, mas não tivemos retorno. Ônibus incendiado na Avenida Paulo de Frontin Reprodução/TV Globo

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/03/19/uso-de-onibus-como-barricadas-mais-que-dobra-no-rio-apesar-de-protocolo-para-evitar-pratica.ghtml


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